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“Você sabe a diferença entre Massagem Modeladora e Drenagem Linfática?”

Parece meio sem propósito para alguns  esta pergunta, mas você sabia que grande parte das pessoas, público em geral e até profissionais formados na saúde acham que as duas técnicas de massagem são iguais? Como instrutora de cursos vivencio muitas coisas e esta é uma delas.

Infelizmente, esta falta de conhecimento pode levar à realização de tratamentos incorretos no dia a dia profissional. Quer um exemplo?

Num tratamento de intradermoterapia corporal que tem a finalidade de aplicar substâncias lipolíticas (quebram gordura), temos uma rotina a ser seguida dias após o procedimento realizado. O profissional precisa atender o retorno de seu cliente/paciente com uma técnica eletroterápica associada à uma terapia manual para fechar o ciclo deste tratamento.

Caso o profissional efetue a drenagem linfática ao invés da massagem modeladora poderá ter dificuldades em obter os resultados esperados e dispersar os ativos aplicados. Mas isto não significa que as duas técnicas não devam ser aplicadas, porém não neste retorno. O que muda, é a ordem em que elas acontecem e o tempo de intervalo entre uma e outra.

VAMOS ENTENDER ENTÃO?

 

Drenagem linfática tem o intuito de estimular o sistema linfático, drenando e eliminando o excesso de líquido e toxinas do corpo.

A massagem deve ser extremamente leve e rica em manobras precisas de reabsorção da linfa, líquido claro que circula dentro do sistema linfático e que tem também, como função, o transporte de células de defesa. Já viu como inchamos após um corte ou cirurgia?

Massagem modeladora se define por si. Técnica de modelagem do contorno corporal que muitos acreditam que “quebra a gordura”. Só que não!

A quebra de gordura ocorre por meios fisiológicos e enzimáticos, muito mais complexo que uma simples técnica manual iria conseguir fazer.

Suas manobras são rápidas, diferente da drenagem, e devem ser repetitivas ao ponto de causar aquecimento no local onde está sendo aplicada.  Este aquecimento é promovido pelo aumento da circulação sanguínea e irá ajudar a nos resultados de modelagem, visto que o calor produzido, acaba por causar um relaxamento nas fibras de sustentação das células de gordura (adipócitos), resultando numa pele mais lisa e esteticamente mais bonita.  Um exemplo é a celulite (FEG – Fibro Edema Gelóide), constituída por excesso de fibrose, aumento dos adipócitos, edema (inchaço) localizado em maior ou menor proporção. E é exatamente aí que entra a dúvida  entre qual técnica devo realizar Karin? Esta é a pergunta das minhas alunas…

Além dos efeitos citados acima, temos o estímulo do metabolismo local, melhora da absorção de ativos, aumento do aporte sanguíneo, melhora de aderências e relaxamento muscular entre outros.

O estímulo do intestino para quem sofre de constipação, é realizado com as duas técnicas pois já faz parte da rotina do profissional incluir manobras manuais nesta região, visando a sua normalização.

As duas técnicas: massagem modeladora e drenagem linfática podem ser realizadas num única sessão?

A resposta é sim, desde que se saiba a ordem e como aplicar ao perfil do seu cliente.

Então, para concluirmos, se você é um profissional e aprendeu em seu curso de formação os princípios básicos sobre fisiologia humana e sistema circulatório, saberá com certeza qual técnica será a melhor escolha, de acordo com o perfil do seu cliente e o objetivo do tratamento a ser feito. Lembrando que o sucesso dos tratamentos está numa correta anamnese (avaliação) e nas escolhas adequadas de produtos, técnica de massagem a ser associada e se for o caso, equipamento a ser utilizado.

 

Por Karin Peretti

Profª Especialista em Estética

CETAEC

 

 

 

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